sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Elogio ou elegia para uma agricultura maldita!

             Li esta nota num jornal do Algarve:
            «Licenciados em diversas engenharias apostam nas fileiras do abacate, mel, frutos vermelhos, citrinos, diospiros e floricultura. Deu-se uma viragem na agricultura no Algarve. Cerca de 500 jovens, nos últimos sete anos instalaram-se no meio agrícola. A nova geração de jovens agricultores é mais dinâmica e tem facilidade em aceder a apoios comunitários».
            Este, o elogio; esta, a esperança; este, mui provavelmente, o futuro.
            E recordo, obviamente, como os agrónomos e os poetas latinos se não esqueceram, em tempo de dificuldades, de chamar a atenção para este necessário ‘regresso à terra’, a terra-mãe, que pode retribuir 100 por 1 e dar de comer e produzir riqueza. Assim deveria ser.
            ‒ Tenho uma nogueira enorme. Carregada! Não lhe dou vazão nem a apanhar as nozes nem, depois, a consumi-las. Pus a hipótese de as vender no lugar da aldeia. Não posso. Tenho de me colectar nas Finanças como produtor, tenho de passar guia, factura, recibo. A senhora do lugar tem de ter tudo isso à mão, não vá aparecer um fiscal e… adeus aproveitamento das nozes! Por isso, deixo-as na árvore. Apodrecem que é um dó d’alma. De pouco me serve a nogueira. A não ser para ter dores de cabeça, quando penso nisso e no que por esse País deve acontecer de igual…
            E vimos, nos primeiros dias de Fevereiro, como os pequenos agricultores se queixaram, pelo interior do País. Uma agricultura de pouco mais do que de subsistência, para consumo familiar e para, com os parcos excedentes, se fazer algum dinheiro que complemente pensões barbaramente amputadas.
            ‒ Mas, menino, isso é economia paralela! É fuga ao fisco! É não querer contribuir para o bem-estar geral! Não estás a ser patriota.
            Não, não estou. Sei que visceralmente não estou. Nem quero estar, porque fuga ao fisco não é esta que nos mata, mas as dos milhões de que todos os dias temos conhecimento. E com essas ou se gastam mais uns milhões em longos processos judiciais que não levam a sítio nenhum ou, estrategicamente, se deixam prescrever. O pequenino, a senhora do lugar em frente da casa do meu amigo, não tem muito por onde fugir e facilmente se agarra. E esta é a elegia para uma agricultura maldita!
 
Publicado em Renascimento (Mangualde), nº 634, 01-03-2014, p. 11.

Ainda a homenagem ao Padre Miguel Barros

           Quiseram os responsáveis pelo Boletim Salesiano, órgão da Família Salesiana, associar-se à homenagem prestada ao Sacerdote, ao Desportista e ao Educador, o Padre Miguel Barros, docente na Escola Salesiana do Estoril e o grande impulsionador do hóquei em patins, a nível local e nacional. Permita-se-me, pois, que integre aqui o meu texto aí publicado (edição de mar/abr 2014, pág. 34):
           
            Por iniciativa da Junta de Freguesia Cascais – Estoril, foi dado o nome do Padre Miguel Barros a um arruamento do Bairro Mira-Golfe, perto do Centro D. Bosco (dos Antigos Alunos Salesianos do Estoril), e na confluência com ruas que têm nomes ligados à Congregação Salesiana: Madre Maria Mazzarello, Laura Vicuña, S. Domingos Sávio...
            Após o descerramento da placa, pelas 16.30 h. de ontem, dia 30, tomou a palavra o presidente do Município, Carlos Carreiras, que foi aluno do Padre Miguel e que evocou a sua personalidade de docente rigoroso e justo e de treinador empenhado. O Provincial dos Salesianos, Padre Artur Pereira, agradeceu, em nome da Congregação, a homenagem e salientou que o Padre Miguel se caracterizou pela competência, pela frontalidade e pela dedicação. Pedro Mota Soares, Ministro da Solidariedade, também ele antigo aluno do Estoril, recordou o exemplo do sacerdote e do educador. Por fim, Pedro Morais Soares, que preside à Freguesia Cascais – Estoril, louvou-se nas palavras dos oradores antecedentes e manifestou o seu regozijo por ter sido possível prestar esta homenagem naquele local pleno de simbolismo.
            Estiveram presentes inúmeras individualidades, em representação das autarquias (nomeadamente o presidente da Junta de Freguesia da Ericeira, terra natal do Padre Miguel Barros) e de entidades ligadas à Obra Salesiana, assim como quase uma centena de antigos alunos e admiradores do sacerdote, do pedagogo e de desportista. Cascais é, recorde-se, o «concelho mais salesiano de Portugal», atendendo ao número de escolas salesianas (tanto dos Salesianos como das Filhas de Maria Auxiliadora) e por não haver praticamente uma família que não tenha ou não tenha tido um dos seus membros a estudar numa casa salesiana. O dinamismo demonstrado pelo Centro D. Bosco, gerido pelo núcleo de Antigos Alunos do Estoril, é disso prova evidente.
            Foi, desta sorte, homenageado não apenas o reconhecido e mui exigente professor de Desenho da Escola Salesiana do Estoril, mas, de modo especial, o educador que, fiel ao espírito salesiano, soube, através da prática desportiva, do hóquei em patins concretamente, formar cidadãos activos e conscientes do seu importante papel na sociedade. A Associação da Juventude Salesiana, que fundou, constituiu fértil alfobre de alguns dos maiores vultos nacionais e internacionais desta modalidade.
            Ainda que singela na sua estrutura, a cerimónia calou bem fundo no espírito de quantos nela tiveram a dita de participar, sobretudo os que comungamos, desde há muito, com a sábia pedagogia salesiana. Esteve bem vivo e presente o carisma de D. Bosco, esse modo de educar na alegria, sadiamente associando estudo e desporto, não tanto com o objectivo único de ganhar vitórias e ser campeão, mas, fundamentalmente, de olhar de frente os obstáculos e de, em serenidade, melhor os saber vencer, através de uma disciplina livremente aceite e generosamente seguida.
            Acrescente-se que a data escolhida deteve também particular significado para Cascais em geral e para as escolas salesianas em particular, uma vez que se celebrava no dia seguinte, 31, a festa de S. João Bosco e se comemorava no sábado seguinte, 1 de Fevereiro, o Dia Local do Antigo Aluno Salesiano.



sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Na prateleira - 17

Pedaços de aventura
            Gostei de ver, na carruagem, a publicidade: «A CP leva-te a Pedaços de Aventura no Parque Palmela».
            Não fui lá de comboio; mas, num domingo de Dezembro, ainda havia tempo bom, em vez de optarmos pelo paredão, enchemos de oxigénio os pulmões e o olhar dos mui variegados cromatismos verdes do Parque Palmela.
            Fizemos de conta que não vimos os caixotes envidraçados pendurados lá no alto e deliciámo-nos a observar a pequenada a viver perigosamente, na aventura duma travessia por sobre o leito seco do ribeiro, sob o olhar atento dos monitores.
            Havia medronhos; as oliveiras ofereciam azeitonas tristes; a passarada (melros, rolas, fuinhos, felosas, pardais…) brincava, alegre, de ramo em ramo…
            «Pedaços de aventura», um programa inovador, bem complementado por simpática esplanada onde apetece serenar.

Contagiante meiguice
            Admirei-me e não me contive:
            ‒ Tão meiguinha aquela senhora, Marisa! Fala baixinho, pede com uma serenidade incrível!...
            ‒ Viu? É sempre assim! Aquela senhora é bênção serena, quando aqui vem! Uma delícia!
            Andará aí pelos 30/35 anos. Loirinha, em jeito de nórdica há muito a viver entre nós.
            Como, numa tarde, se pode espalhar uma ternura assim!...

Malas, malas, malas…
            Quatro da tarde, 9 de Fevereiro, plataforma da estação de Cascais.
            Vieram primeiro dois, um deles ajoujado de bem pesada mala, ainda com a etiqueta posta no check-in dum aeroporto distante. Ao fundo, uma senhora, negra também, olhava. Já eu me sentara no comboio e vi pela janela: uma gravidez avançada obrigava-a a passada lenta; um dos jovens voltara atrás e carregava agora outra mala, pesadona pelo jeito. Imaginei: família vinda de Angola ou da Guiné, em busca de vida melhor, de maternidade acolhedora onde a criança pudesse nascer.
            Nunca mais os encontrarei, decerto. Nem os rostos bem os fixei. No íntimo, porém, senti que devia ter por eles devoto pensamento positivo: que a vida, aqui, consiga fazê-los sorrir!
 
O comboio
            Apercebi-me, pelo noticiado relatório, que cérebros inteligentes haviam proclamado ser o incentivo ao comboio uma das prioridades! Aplaudo, naturalmente! Pela comodidade, pela rapidez e habitual pontualidade, pela poluição mínima…
            E clamo contra os empórios, contra os interesses instalados, contra a inércia anquilosante! Pode lá ser!... O litoral algarvio, por exemplo: passa um comboio de vez em quando. Velho, desconfortável, imagino eu, quando sei que a cidade de Silves não tem ninguém na estação que fica a quilómetros do centro urbano: nem bar, nem paragem de autocarros, nem táxis, num um só funcionário da CP!...
            Mania essa, suicida, de cortar nas despesas! Como se esse ‘corte’ significasse aumento de riqueza! Gente tacanha, que incita ao empreendedorismo (palavra que lhes enche a boca!...), mas que, no quotidiano das leis que aprovam, só conhecem a palavra cortar! Para… matar!
            Na derrocada, porém, não haverá tábua de salvação disponível!

Os carros
            Toda a gente com dois dedos de testa ficou estupefacta: como foi possível pensar em pôr a concurso carros (dizem!) «topo de gama»?
            Pobre desconfia quando a esmola é grande e começa logo a magicar: que é que está por detrás disto tudo? Cheira a esturro, não cheira?
            E um dia se há-de saber donde se escapuliu a labareda.

Publicado em Costa do Sol – Jornal Regional dos Concelhos de Oeiras e Cascais, nº 33, 19-02-2014, p. 6.

 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Repreendi uma estudante!

             Não resisti: em duas linhas, oito palavras, erros em três! E estudante do 2º ano de uma licenciatura!... Na mensagem de resposta, repreendi-a severamente, porque ela bem sabia que não era isso que eu ensinara durante as aulas, mas sim a necessidade de fazer bem o que havia a fazer, mesmo que fosse redigir uma mensagem singela e era essa atenção que fazia toda a diferença (como hoje se diz!...) entre a competência e o deixa-andar.
            «Professor», respondeu-me a Catarina, pouco tempo depois, «desculpe, mas a tecla do g do meu computador já não funciona, o s também não, é um computador muito velhinho!»…
            Pus a mão na consciência. A repreensão estava dada, não me arrependia, mas, claro, respondi que, assim, as falhas estavam desculpadas. Contudo, dei comigo a pensar, mais uma vez, no que é o mundo actual, este, por exemplo, que os anúncios televisivos nos apresentam com smartphones e outras palavras estranhas para a maioria do público. Qual interactividade, qual acesso rápido à Internet, qual intervenção ‘em tempo real’!?... Para quem?
            Sim, o meu neto de cinco anos ou a minha neta de sete ‘dão-me cartas’ a mexer nos telemóveis, mas… quem há aí que tenha disponibilidade para aceder rapidamente, por exemplo, à página de um Município, para ver a programação cultural ou, simplesmente, para aceder às actas da reunião do Executivo da semana passada? Estarão, aliás, bem acessíveis nessa página, onde vem tudo e mais alguma coisa, menos – habitualmente – aquilo que a gente precisa de saber?
            Recebo de algumas Câmaras o respectivo Boletim Municipal em papel. E lá vem, normalmente em páginas destacáveis, a síntese das deliberações tomadas nas últimas reuniões. Quantas Câmaras o fazem? E não é essa uma determinação legal? Como se quer uma «democracia participativa» (expressão que enche a boca…), se à população se não fornecem de forma ágil os resultados da governação?
            E quem diz Câmaras diz instituições. Ainda outro dia, o António disse a um amigo: «Olha, vou fazer uma conferência aí, se quiseres aparecer…». E o amigo de nada sabia, porque… o anúncio da conferência estava… na página da associação promotora! Mas quem diria que era preciso ir lá ver?
            Vivem os governos europeus nesse paradigma dos dois mundos: o real e o virtual, convencidos de que todos os ‘súbditos’ (sim, somos ‘súbditos’, deixámos de ser ‘cidadãos’…) estão endinheirados. Aliás, não temos todos nós montes de euros para dar de comer ao automóvel topo de gama com que nos vão obsequiar?!...

Publicado em Renascimento (quinzenário de Mangualde), nº 633, 15-02-2014, p. 11.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Malandrices infantis

            Em relação às crianças, requinta-se o algarvio neste seu jeito de brincar, de usar amiúde uma terminologia brejeira que ninguém leva a mal, porque visa educar sorrindo, sem maldade mas com inocente malícia.
            Não é bem esse o caso da palavra ‘estrebuchar’. Se, para um adulto, assume dominantemente um sentido de trejeito doloroso, quer aplicado às pessoas quer ao animal em sofrimento, no mundo infantil «que é que estás praí a estrebuchar?» constitui, de um modo geral, pergunta irónica, a trazer implícita a ideia de que a criança está a dar voltas e mais voltas a um brinquedo ou um objecto, vira-o e revira-o e não encontra saída airosa para o concertar ou… desconcertar.
            Sugere-se nalguns dicionários que a palavra veio do francês «trébucher», que significa ‘vacilar’, ‘hesitar’. É possível, mormente se o enquadrarmos não nesse aspecto de «mexer violentamente pernas e braços», mas de preferência nesse estrebuchar da criança em… não saber como há-de resolver uma situação concreta. E, à primeira vista, ligá-la também ao termo ‘bucho’ até nem parecerá despropositado de todo, se pensarmos que, muitas vezes, nos sentimos incomodados quando, por exemplo, a comida nos dá a volta ao estômago e não sabemos bem o que se lhe há-de fazer. Estrebuchamos!...
            Mas… voltando à malícia inocente: quem não se lembra de, em pequenino, alguém se voltar para nós e dizer, num sorriso malandro: «Com que então a vender vinagre, hein!»? Esquecêramo-nos, simplesmente, de apertar alguns botões em sítio onde esse esquecimento poderia vir a ser… fatal!

Publicado em VilAdentro [S. Brás de Alportel] nº 181, Fevereiro de 2014, p. 10.

 

Era uma vez...

            Era uma vez um punhado de sonhadores, sólidos nas suas convicções, enraizados na terra que os vira nascer, conscientes da sua identidade… que heroicamente ousaram minar o sistema e… conseguiram!
            Foi há 100 anos!
            Alportel guindou-se a concelho; soltou as amarras e, com a ria à vista, sim, mas voltado sobretudo para os seus vergéis e para as fecundas árvores da sua Serra, deliberou vogar de motu proprio!
            E aqui chegámos, 100 anos volvidos!
            «Chegámos»?
            Não! – que «chegar» traz consigo a ideia de casa arrumada, conforto alcançado, pantufas à lareira!
           Chegámos, sim, mas para continuar partindo. Que largos são os horizontes, infinda a caminhada… E a Calçadinha aí está, a lembrar-nos, como António Machado, que se faz caminho a andar!

Senhor Presidente,
          Agradecemos ter-nos dado posse, pelo que esse gesto significa. E assumimos a responsabilidade de, durante este ano e o próximo, ajudarmos o barco a singrar:
 
  • fugindo dos escolhos – os actuais e os futuros;
  • desprezando sereias (cantam «belas», bem o sabemos, já lá diz o romanceiro popular);
  • apontando outras metas e mais outras e mais outras;
  • congregando esforços numa direcção comum!
         Temos programa traçado. Procuraremos, amigo Presidente, cumpri-lo com todo o rigor – para um centenário S. Brás de Alportel ainda mais exemplar no contexto dos municípios portugueses!
          Viu? Já arregaçámos as mangas!
          Vamos lá!

        Texto do breve discurso proferido, a 3 de Fevereiro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho de S. Brás de Alportel, por ocasião da tomada de posse da Comissão do Centenário, a que me deram a honra de presidir. Foi mui gentilmente publicado na íntegra na p. 10 do nº 181 (Fevereiro de 2014) do semanário VilAdentro (de S. Brás de Alportel), sob o título «Na rota do centenário», pois que a vila celebra este ano 100 anos da sua elevação a município, saindo da tutela de Faro.

Sincronia, entusiasmo e dedicação numa actividade que não se explica

            Exacto: acho que não se explica – vive-se!
            Aliás, não andaremos longe da verdade se afirmarmos que este auditório grande do Olga Cadaval, repleto até mais não para ver dançar cerca de 750 (!) alunos das academias Ai! A Dança, sob a batuta imparável de Lucília Bahleixo e toda uma vasta equipa – essa enchente constitui murro gigantesco no estômago dos que pensam (e são muitos, designadamente os que detêm poder político por essa Europa fora…) que dança, música, artes plásticas são coisinhas de somenos, umas brincadeiras para entreter o pagode e para nada mais servem.
            Sim, poderão pensá-lo esses que só têm olhos para números; mas só vêem os números que lhes quadram à sua acanhada mentalidade retrógrada.
            Vermos o palco ser pequeno para tantos estudantes, desde os pequenitos (um amor!) aos que já passaram o meio século de vida, todos irmanados no intuito de – com hip hop, tango, dança do ventre, dança dos véus, flamenco, salsa, merengue, bailado clássico… – mostrarem como é bonito trabalhar em conjunto, alunos e docentes, seguir regras, obedecer a tempos, disciplinar-se… é sempre uma consolação e grande lição de vida. A filosofia: «dos 3 aos 70 anos», «a democratização e a massificação da Arte, em geral, e da Dança, em particular».
            Foi o habitual espectáculo de meio do ano escolar, em duas sessões, na tarde de sábado, 9, no auditório do Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, promovido pelas seis academias Ai! A Dança (Sintra, Loures, Santa Iria, Pontinha), este ano subordinado ao título Dança na Luz.
            Quase duas horas de espectáculo sem interrupção (ou melhor, duas ou três interrupções fictícias de putos reguilas na assistência admoestados por um professor assim à antiga, para descontrair o auditório…). Claro, a versatilidade do hip hop, mormente quando interpretado por jovens, é sempre muito de aplaudir e encantar, pelo ritmo, pela evolução, pelo gesto rápido extremamente bem coordenado; mas também não nos deixou indiferentes a singular coreografia, interpretada por menos jovens, do ‘Desfado’ de Ana Moura, que arrancou fortes aplausos.
            Sempre sedutor e magnífico este encontro no Olga Cadaval!
            Valeu – mais uma vez!

Publicado em Cyberjornal, edição de 12-02-2014: