Publicado em Cyberjornal , 16-11-2014:
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Palmeiras da Pampilheira não resistem!
Os
proprietários de vivendas na zona ocidental do Bairro da Pampilheira e também
do Cobre, na freguesia de Cascais, começaram a abater as suas palmeiras,
ferozmente atacadas pelo escaravelho-vermelho (Rhynchophorus ferrugineus),
um besouro originário da Ásia. De um momento para o outro, a parte superior da
palmeira cai e, pouco a pouco, são as folhas que fenecem, como varetas
desconjuntadas de um guarda-chuva que o vento estragou.
E
se se noticiava, em Fevereiro, que «em Cascais e em Oeiras, por exemplo, as
câmaras garantem ter as suas palmeiras debaixo de olho» e se acrescentava que, em
cada um dos concelhos, apenas haviam sido «abatidas 28 plantas desde que a
praga foi detectada» (recorde-se que esta batalha dura já há sete anos!), o
certo é que, neste momento, nessa zona do bairro, já foram cortadas 3 e há mais
umas 3 que o deverão ser proximamente. Um dos proprietários encheu um saco
plástico com os escaravelhos, que pareciam multiplicar-se, à medida que se
apanhavam!...
Vemos,
de facto, na área urbana da vila, mormente nas palmeiras sob tutela camarária,
que um tubo junto ao tronco leva para cima remédio contar o invasor. Isso não
impediu, porém, que mesmo uma das palmeiras junto ao Centro Cultural de Cascais
já dê sinais de estar afectada.
sábado, 15 de novembro de 2014
Ideia e O Nosso Sonho ganharam prémios!
O NOSSO SONHO
(Cooperativa de Ensino e Solidariedade Social) e a IDEIA (Instituto para o
Desenvolvimento Educativo Integrado na Acção) são duas instituições associadas
que desenvolvem, no concelho de Cascais, com sede em Tires (freguesia de S. Domingos de Rana) uma acção notável no âmbito da educação e da solidariedade
social.
Para se
compreender melhor a sua actividade, vejamos como ora se encontram estruturados,
num designado Sector dos Estabelecimentos de Ensino, que engloba: o Centro de
Educação e Desenvolvimento (CEIDe), em Tires, o Centro de Educação Infantil
(CEI), em Matocheirinhos e o CEID´Outeiro, o mais recente, em Outeiro de
Polima.
O CEIDe –
Centro de Educação e Desenvolvimento – é um estabelecimento de ensino do
Instituto para o Desenvolvimento Educativo integrado na Acção (Ideia)
que integra as valências de pré-escolar e 1º ciclo, sendo o pré-escolar uma
resposta da rede solidária e a escola de 1º ciclo uma resposta particular. O
Centro tem as suas instalações no Edifício Ideia, Av. Padre Agostinho Pereira
da Silva, nº 820, Tires.
O
CEID´Outeiro é igualmente um estabelecimento de ensino da Ideia que integra,
por agora, um pré-escolar, sito na Rua Ruben Rolo, Edifício Ideia – Outeiro.
O CEI é um
estabelecimento de ensino de O Nosso Sonho com um pré-escolar, também
este uma resposta da rede solidária. O CEI funciona na Rua da Paz,
Matoscheirinhos.
No próximo dia 27, a IDEIA faz 23 anos de
existência. Por seu turno, O NOSSO SONHO fará 28 em Março de 2015. Todas
as valências da IDEIA e também de O NOSSO SONHO recebem as famílias durante esse
dia 27 e/ou durante toda a semana.
Uma vez
que a IDEIA existe porque antes se fundou O NOSSO SONHO, vai lançar-se a
brochura de comemoração dos 25 anos de O NOSSO SONHO.
Entretanto,
mau grado todas as dificuldades por que vai passando, resultantes, em boa
medida, da falta de cumprimento de compromissos assumidos por parte de
entidades que assinaram protocolos de colaboração, mas que tardam a cumpri-los,
nomeadamente no que concerne a financiamentos, porquanto ambas as instituições
se estão a substituir a organismos públicos para resolverem, por exemplo,
problemas de inserção social, é justo realçar o dinamismo que todos os
colaboradores põem nas suas actividades. Prova disso é o quadro que a seguir se
apresenta a dar conta dos prémios ganhos pelas crianças nos concursos em que
têm participado.
Os nossos
parabéns por obra tão meritória! E que nunca baixem os braços!
Publicado em Cyberjornal, edição de 15-11-2014:
Luís Dourdil homenageado no Casino Estoril
No
âmbito do XXVIII Salão de Outono, vai ser homenageado, na Galeria de Arte do
Casino Estoril, o pintor e artista gráfico Luís Dourdil (Coimbra, 8-11-1914 –
Lisboa, 1989), dado que passa este mês o centenário do seu nascimento.
É
por de mais conhecido o mural de têmpera a gema de ovo, restaurado este ano, que,
em 1955, Luís Dourdil preparou para o Café Império, em Lisboa. Começou a expor
em 1935 e fez na Sociedade Nacional de Belas Artes a maior parte das suas exposições.
Participou também na colectiva Arte Portuguesa – Cascais 88, realizada no
Palácio da Cidadela, na altura sob a tutela da Secretaria de Estado da Cultura,
a funcionar como importante e mui significativa galeria. No Casino, integrou o
número dos que se juntaram, em 1988, na mostra comemorativa do 50º aniversário
de vida literária de Fernando Namora.
Nuno
Lima de Carvalho, o director da galeria, que tem pelo trabalho de Luís Dourdil
o maior apreço, pois o considera um dos maiores pintores nossos contemporâneos,
escolheu alguns dos seus quadros para figurarem neste salão. Aliás, já em 1990,
poucos meses depois do seu falecimento, recorda Lima de Carvalho, a galeria lhe
dedicou «uma exposição/homenagem, na qual participaram 72 artistas seus amigos».
É
de louvar uma iniciativa que vai na sua XXVIII edição! O Salão de Outono, exposição
nas modalidades de pintura, desenho, fotografia e escultura, na qual participam
artistas que integram habitualmente as exposições individuais ou colectivas,
apresentadas na galeria do Casino – será inaugurado na próxima quinta-feira,
dia 20, a partir das 21,30 horas, e estará patente
todos os dias (excepto na véspera de Natal), das 15 às 24 horas, até 15 de
Janeiro.
Publicado em Cyberjornal, edição de 14-11-2014:
http://www.cyberjornal.net/index.php?option=com_content&view=article&id=1013:luis-dourdil-homenageado-no-casino-estoril&catid=22:artes-plasticas&Itemid=30
Caiu parte do varandim da torre de menagem!
As
duas fotografias que se juntam são do fotógrafo Nicola di Nunzio, que assim
captou o estado em que ficou o ângulo do varandim da torre de menagem do castelo
de Beja, após ter caído ontem, quinta-feira, dia 13, parte do seu paramento.
Felizmente,
ninguém passava por perto no momento em que as pedras despegaram.
Temos
a certeza que este grito de alerta não deixará indiferentes não apenas a
Direcção Regional de Cultura do Alentejo nem as outras entidades que deveriam
superintender à conservação do nosso património histórico edificado.
Publicado em Cyberjornal, 14-11-2014:
http://www.cyberjornal.net/index.php?option=com_content&view=article&id=1012:beja-caiu-parte-do-varandim-da-torre-de-menagem&catid=78&Itemid=30
Casais Velhos - ali bem perto do mar do Guincho
Sim,
por ali teriam existido muros de casas que, de tão velhas, foram deixando de o
ser. Além disso, haveria soleiras e ombreiras bem talhadas no lioz local – e
era uma pena não as reaproveitar nas casas, mais novas essas, que se iam erguendo
mais para o interior, como que a querer fugir do mar. Eram… «casais velhos», quiçá
do tempo dos Mouros, sabia-se lá!... Bem conhecidos, portanto, de pastor es e lavradores, que topavam nas pedras e, uma
que outra vez, por ali acharam moedas e deram com alguma estranha caveira.
Teve
muralha; alimentava-o um aqueduto, de que ainda há vestígios; seus habitantes
usufruíram de termas de águas quentes e frias… Contudo, o que mais impressionou
os arqueólogos foi o facto de, dentro de edifícios, haver estranhas tinas com
tampa que se diria hermética. O mistério parece, porém, que foi desvendado,
imagine-se, por se ter verificado, numa lixeira, abundância de concha s de purpura
haemastoma, búzio marinho donde,
macerado, se extrai a essência da púrpura, a cor dos mantos imperiais e das
amplas barras das togas dos senadores romanos.
Casais
Velhos é um povoado romano, que prosperou pelo menos até ao século V da nossa
era, a crermos nas poucas numismas que por ali se encontraram e se conseguiram
recuperar. Classificado como imóvel de interesse público desde 25 de Junho de
1984, foi alvo de intervenções arqueológicas nomeadamente na década de 60 do
século passado. E se o escolhi para o incluir nesta série de locais de um
«Portugal desconhecido» foi porque, na verdade, o temos logrado manter nalgum
recato, ainda que se localize bem perto do Guincho, uma das zonas de praias
mais concorridas de Cascais.
Teve
muralha; alimentava-o um aqueduto, de que ainda há vestígios; seus habitantes
usufruíram de termas de águas quentes e frias… Contudo, o que mais impressionou
os arqueólogos foi o facto de, dentro de edifícios, haver estranhas tinas com
tampa que se diria hermética. O mistério parece, porém, que foi desvendado,
imagine-se, por se ter verificado, numa lixeira, abundância de
Reza
milenar tradição que foram os Fenícios
os ‘inventores’ da púrpura. O achado dos Casais Velhos, por um lado, e o facto
de por aqui abundarem os carrascais, onde se desenvolve a cochonilha, também
ela fornecedora de adequada coloração
carmim para os tec idos, levam-nos a
pensar que – misturando ambos os produtos – os habitantes romanos dos Casais
Velhos sabiamente lograram obter não uma contrafacção
purpúrea mas algo que muito se assemelhava a esse requinte e que bastante mais
barato lhes ficava, pois então! E o oceano ali tão perto – por onde o produto
se poderia escoar!...
Publicado em Portugal-Post [Correio Luso-Hanseático] (Hamburgo), nº 56,
Novembro de 2014, p. 16, integrado num ‘caderno’ sobre «Portugal desconhecido».
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Na prateleira - 35
As conversas ao vivo… morreram!
Todos o sentimos,
no metro, no comboio, no autocarro, à mesa, no sofá… Já não há conversas ao
vivo. Há-as, sim, mas através de uns aparelhozinhos onde se passa com o dedo
para cima, para baixo, para o lado… Outro dia, até demos com o nosso neto de
dois anos a querer passar com o dedo as imagens da televisão !…
‘Vivemos’ com o mundo, com o Brasil, Paris, Londres, mas… esquecemo-nos de
viver com os que estão ao nosso lado.
Vêm
estas considerações a propósito do que se vê a todo o momento, sim; no entanto,
o pretexto maior é o que, decerto, bastantes de nós já receberam de amigos (e
podem ver-se na Internet): os instantâneos colhidos nas ruas de Londres pelo fotógrafo
londrino, Babycakes Romero, um deveras
eloquente conjunto a que deu o significat ivo
nome de "The Death of Conversation”, «a morte da conversação ». Inclusive, um par de namorados, de braço dado,
está cada um profundamente embrenhado nas imagens do seu smartphone! É caso para garantir: «Já não se namora como dantes!».
Outrora, acendia-se um cigarro para entabular uma conversação , diz Babycakes Romero; hoje, liga-se o smartphone para acabar com ela!
Já é usual a «quentinha»
Quando, em Outubro
de 1989, estivemos, pela primeira vez, no Rio de Janeiro, admirámo-nos do
hábito, já então aí vigente, de nos proporem, no final da refeição , se queríamos levar o que não comêramos do prato
servido. Já tinham mesmo tudo programado, a «quentinha», como lhe chamavam, o
recipiente de folha de alumínio, que hoje é banal em qualquer pronto-a-comer.
Aproveitávamos habitualmente, pois o que sobejara do jantar dava para o almoço
do dia seguinte, a não ser que topássemos pelo caminho de regresso ao
apartamento com um sem-abrigo deveras
necessitado.
Estamos,
pois, muito contentes por verificarmos que se torna cada vez mais essa uma
prática corrente nos nossos restaurantes, onde, até há pouco, a comida que
sobrava ia para o caldeirão dos restos, para o lixo, nem sequer servia, como
nas décadas de 50 e 60, de lavadura para os porcos; e singular legislação , a cumprir entusiasticamente pelos agentes da ASAE , proibia qualquer reaproveitamento.
Abençoada
«quentinha»!
Os pombos
Gostamos
deles. Sabemos que não podemos dar comida aos que enxameiam as cidades e cujas
fezes ácidas contribuem para deteriorar os monumentos. Sabemos que há um ditado
popular que reza «casa de pombos, casa de tombos» – para desagrado dos columbófilo s. Apreciamos, contudo, a sua fidelidade
conjugal e não nos cansamos de lhes admirar os rituais de sedução , mesmo que ‘casados’ há muito! Um exemplo!
Não
deixei, porém, de sorrir para aquele casal que se passeava como quem não quer
coisa numa das plataformas em serviço na estação
de Cascais, no começo da tarde de 18 de Junho. Assim que o comboio chegou de
Lisboa, abeiraram-se das portas e… foram sorrateiramente entrando, na mira de
migalhas por ali caídas. Nunca imaginara tamanha capaci dade
de «desenrascanço»! Abençoados!
Coreografias de grupo – uma experiência para o envelhecimento activo
Já
tive ensejo de me referia à actividade que Teresa Meira está
a desenvolver, com alunos dos 60 aos 86 anos, no Centro Eng.º Álvaro de Sousa,
no Estoril. Chama-se Coreografias de
Grupo (internacionalmente conhecida como Line Dance), tem
técnicas específicas para os seniores, com a finalidade de se exercitar o
cérebro ao nível da memória, ouvido, concentração
e coordenação com a equipa, ao mesmo
tempo que se dançam coreografias específicas, com músicas do “nosso tempo”,
resultando em benefícios visíveis a nível de saúde, quer quanto ao colesterol,
como muscular e ósseo.
Era
bom que mais instituições se consciencializassem da relevante importância de
uma actividade assim.
A relatividade do quotidiano
A
data para a celebração foi escolhida
tendo em conta as agendas dos vários intervenientes. Um bem alicia nte final de tarde de segunda-feira; mas…
pouca gente acorreu, apesar da divulgação
feita.
Hoje
em dia, porém, a gente pensa que uma data e uma hora são as ideais e logo se
lhe pranta em cima um aguaceiro, uma
crise política, uma decapitação , o
resultado de um referendo… E planeia-se um curso para adultos e pensa-se que o
melhor é em horário pós-laboral e, depois, é a turma de dia que mais gente tem,
porque pós-laboral há os putos para ir buscar à escola, a sopa para fazer, o farnel
a preparar para o dia seguinte, o episódio da telenovela…
Enfim,
também nisso já me habituei à relatividade extrema do quotidiano.
Publicado em Costa do Sol – Jornal Regional dos Concelhos de Oeiras e Cascais,
nº 69, 12-11-2014, p. 6.
sábado, 8 de novembro de 2014
S. Brás de Alportel – 100 anos de concelho!
Publica
a Câmara Municipal de S. Brás de Alportel uma das agendas culturais mais
sedutoras.
A
comemorar, desde 1 de Junho, o seu centenário de elevação de São Brás de Alportel
a concelho, a agenda inclui um suplemento de 4 páginas destacáveis que manualmente
traz ao grande público um pedaço da história são-brasense – o que não podemos
também deixar de aplaudir.
Sob
o título São Brás Acontece, já vai nº
145 (Novembro 2014), tendo resistido à tentação de se apresentar exclusivamente
em edição digital, bem ciente de que à Internet não são assim tantos os
munícipes que têm a necessária versatilidade para aceder. Aliás, também nesse
aspecto a Câmara dá lições a câmaras ditas urbanas e ‘progressivas’, que
esquecem boa parte da sua população.
Em
formato de bolso, dá informação mensal acerca das actividades mais importantes
programadas para o mês; apresenta sempre, no entanto, sessões específicas sobre
sugestivos temas. Assim, por exemplo, depois de – duramente mais de um ano – se
ter debruçado sobre as profissões tradicionais, com entrevistas a pessoas que
ainda hoje as exercem, ideia que prossegue com reportagens sobre o comércio
tradicional (é a vez, em Novembro, da Mercearia ‘Cavaco’, da D. Hortênsia) dá
agora grande relevo à biodiversidade, ocupando-se em cada mês de um animal no
seu habitat; neste mês, as cobras, sobre as quais se explica:
«As
cobras colaboram para a qualidade dos ecossistemas locais, sendo predadores de tudo
que capturam, sobretudo pequenos roedores que são prejudiciais para as culturas
agrícolas, contribuindo assim para ajudar indirectamente o homem».
Baste
este parágrafo para se compreender a utilidade e o alcance de tal informação. E
desta forma se fortalece o espírito de comunidade e de partilha.
A
comemorar, desde 1 de Junho, o seu centenário de elevação de São Brás de Alportel
a concelho, a agenda inclui um suplemento de 4 páginas destacáveis que manualmente
traz ao grande público um pedaço da história são-brasense – o que não podemos
também deixar de aplaudir.
Como
se encontra disponível na Internet, o meu convite é, pois, para – se tiver
curiosidade, leitor amigo – dar uma espreitadela a: http://www.youblisher.com/p/1009789-Agenda-Sao-Bras-Acontece-Novembro-2014/
. E estou certo de que concordará comigo!
Publicado em Cyberjornal, edição de
8-11-2014:
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