Atenho-me ao verbo «dar».
Preconizei, em março, que era importante –
num concelho como São Brás de Alportel, assim encavalitado na Serra e a fazer fosquinhas
ao litoral –, que seria bom procurar dar que falar, no bom sentido:
– referir, a tempo e em tempo oportuno, as
iniciativas;
– evidenciar a sua singularidade e interesse;
– mostrar, enfim, que em São Brás se vive, há
pessoas e queremos que cada vez haja mais – para mais se fomentar comunidade;
se aproveitarem solos outrora produtivos; se colherem as alfarrobas, as
amêndoas, os figos, as azeitonas; e se remodelarem a preceito casas que,
eventualmente desabitadas, correm sério risco de se tornarem ruínas.
Ao dar-que-falar contraponho, hoje, o dar-nas-vistas.
Contraponho, porque as considero expressões opostas. Dar-que-falar é positivo;
dar-nas-vistas. Dar-nas-vistas vem, por sua vez, naquele jeito da ‘socialite’,
isto é, a estranha pessoa que faz questão em andar sempre por aqui e por ali,
para se mostrar a si e às vestimentas que endossa e aos publicitados acessórios
que porta…
Não, abominamos as ‘socialites’ e preferimos
um dar-nas-vistas bom, a mostrar, sem sombra para dúvida, que, como reza o
aforismo antigo: «Em São Brás viver sabe bem!».
Pois.
José d’Encarnação
Notícias de S. Braz [S. Brás de Alportel], nº 354, 20-05-2026, p. 13.


Pior é "pavonear-se".
ResponderEliminarDe: Rama Silva
ResponderEliminar26 de maio de 2026 10:01
Excelente! Como sempre!!
Correcto!
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