Afinal, o Doutor Jorge Paiva não resistiu aos
pedidos e acabou por enviar o seu habitual postal natalício em prol da defesa
da biodiversidade.
Começa por exemplificar que duas das espécies
que «herborizou» – ou seja, de que teve a primazia de dar a conhecer
mundialmente – a escorcioneira-oca e a orquídea eleborina-dos-brejos já estão
dadas como extintas.
«Assim»,
comenta, «a manter-se o ritmo de extinções actual, estima-se que cerca de 30%
da biodiversidade esteja extinta até 2050. Parece inacreditável, porque a
maioria das pessoas possui um parco conhecimento do que se passa no país onde
vivem».
E prossegue:
Dos três Patrimónios (Material, Cultural e
Biológico) aquele a que – é um tremendo descuido, esse! – menos atenção se tem dado é a biodiversidade,
«uma vez que a maioria dos governantes de todos os países ignora, quase em
absoluto, a extraordinária importância que os outros seres vivos têm na nossa
vida».
Recorda que é da biodiversidade que provêm
alimentos, medicamentos… tudo! E que há muitos seres vivos que produzem o
oxigénio que respiramos e limpam a atmosfera que poluímos.
Finalmente, importa não esquecer quanto a
água é indispensável à vida no globo terrestre. Cerca de 60% do nosso corpo é
água!
Por isso, o voto final do cartão do Doutor
Jorge Paiva não podia ser outro: que haja,
a todos os níveis, cada vez maior consciência de que, «sem os outros seres
vivos, sem água potável e com a Gaiola poluída, a nossa espécie não sobrevirá».
E nós queremos mesmo que a Terra sobreviva!
José
d’Encarnação

