
Dificilmente
se lograria melhor localiza
ção para
receber o pré-fabricado em que doravante passará a funcionar o pólo de Cascais
da Academia Sénior do Núcleo do Estoril da Cruz Vermelha Portuguesa: um dos preciosos
recantos do Parque Urbano do Rio dos Mochos, onde primeiramente esteve
instalada uma das estufas dos viveiros camarários. Para ali se mudaram, pois, as
actividades que, por empréstimo de duas salas, estavam a funcionar provisoriamente
na marina.
Rodeado
de vegetação, o pavilhão dispõe,
naturalmente, de salas de aula (desenho, computadores…), de sala de convívio, cafetaria,
recepção… enfim, de todos os cómodos
necessários para o efeito, servidos por uma decoração
sóbria mas muito agradável de ver-se.
Não
foram facultados aos jornalistas dados técnicos do empreendimento nem se especificou
nos discursos que tipo de actividades ali se iriam desenvolver e em que condições,
o que certamente se logrará saber mais tarde junto do Núcleo, que tem sede na
Parede. Podemos, desde já, adiantar, porém, que a Academia Sénior conta com 96
docentes (todos em regime de voluntariado) e
cerca
de mil alunos.
A
inauguração decorreu no dia 20, Dia
da Felicidade, às 11 horas.
Abriu
a série de discursos o presidente do Município, que se referiu aos idosos como
«os jovens há mais tempo» e frisou que, para ele, Cruz Vermelha é sempre sinónimo
de «esperança» e de «amanhã». Manuela Filipe, presidente do Núcleo, aludiu ao
10º aniversário da Academia que nessa data se comemorava e saudou o simbolismo
de a cerimónia se ter iniciado com o gesto simbólico de plantação de uma árvore; o combate
ao isolamento e à exclusão social, disse, são duas das metas que a Academia tem
logrado atingir, adestrando, por exemplo, os idosos a melhor se integrarem e desenvolverem
as suas capacidades através do mundo
virtual. Luís Barbosa, presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, acentuaria que a
Cruz Vermelha, por mais de uma vez galardoada com o Prémio Nobel da Paz, nasceu
em época de graves crises e, por isso, não foge das crises, antes está aí para
ajudar a superá-las.
FIB versus PIB
Pedro Mota Soares, ministro da Solidariedade Social,
começou por saudar a Dra. Maria Barroso, para quem teve palavras de muito apreço,
e também a dinamizadora deste projecto, a Dra. Manuela Filipe, que classificou
de «mulher das Arábias», pois «até é capaz de mandar parar a chuva» para que estivesse
um dia lindo nesta inauguração. Elogiou
as boas práticas de envelhecimento activo que pioneiramente se têm desenvolvido
em Cascais, graças, de modo especial, ao papel aglutinador que a Câmara tem
sabido desempenhar no estrito relacionamento com todas as instituições. «Não
grandes obras de fachada, mas acções de proximidade», acentuou, acrescentando
serem os mais idosos um «pilar
fundamental da sociedade», pelo que esta importância dos mais velhos deve ser valorizada,
encontrando-se respostas quer para sinalizar o isolamento do idoso quer para
que – a fim de lhes ser facultado maior acompanhamento – se logre obter, cada
vez mais, adequada resposta de conciliação
entre a vida familiar e profissional.
E
anunciou Pedro Mota Soares a
reconversão, que se prevê para breve, de lares e centros de dia no que virá a
chamar-se «espaço sénior», a exemplo do que se está a procurar fazer em
Cascais, num maior diálogo intergeracional, na partilha de experiências, de
maior solidariedade, onde o voluntariado também ocupará papel fundamental.
«Hoje, Dia da Felicidade», concluiu, «cremos que é desta sorte que vai aumentar
não o PIB mas a FIB, a Felicidade Interna Bruta».
Publicado em Cyberjornal, 2013-03-21:
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