Ainda
no começo do mês de Setembro encontrei na recepção
de um hotel no Algarve uma senhora que passou a meninice
na Areia (povoação da freguesia de
Cascais) e nunca mais ali voltara; e eu, algarvio, vivendo perto da Areia desde
os quatro anos, andei na escola com os seus familiares, que bem conheço. Estava,
claro, bem longe de pensar que a Paula, a falar com pronunciado sotaque
algarvio, fosse natural de Cascais!...
Os
nossos jovens, mormente depois da excelente experiência que foi – e é! – o
Programa ERASMUS, de mobilidade de estudantes e de docentes, partem agora sem
problemas para o estrangeiro e o desenraizamento já não é tão grande como
outrora, graças à facilidade de comunicações, no sentido concreto de transportes
e no abstracto, de ligação telefónica
ou virtual.
Regozijei,
porque também musicalmente senti assim a Europa mais pequena, mais unida.
Fagotes, flautas, trompas, trompetes, violinos, violoncelos, contrabaixos…
substituíram aqui, eloquente e paci ficamente,
mísseis, bazucas, metralhadoras, canhões… Um som muito mais auspicioso!
José d’Encarnação
Publicado em
Os jovens que estudam música no estrangeiro e formaram, este ano, a Orquestra XXI |
A música é isso, levita sobre um mundo doido.
ResponderEliminarTeresa Silva 5/10 às 8:21
ResponderEliminarSem dúvida, a música e as artes no geral são motores de união entre as gentes! O problema é que temos desinvestido continuamente nisso... Quando digo 'temos', refiro-me ao poder-governação, que é quem dá as carcanholas... Esperemos que se possa ainda recuperar da nossa deseducação coletiva!