Há, nas firmas, o balcão de “apoio ao cliente”. Somos, os clientes,
solicitados a recorrer a ele, presencialmente ou por via remota, sempre que
haja motivo a justificar tal diligência. Parte-se do princípio de que o cliente, se se submete porque precisa ao “martírio" de ouvir, durante largos segundos,
as hipóteses de recurso: «Se for avaria, tecle 2; se assunto de Tesouraria, tecle
3…». Por isso condeno a prática de ser esta uma chamada paga, até porque boa
parte das vezes da chamada pode resultar uma sugestão de melhoria do serviço.
A este respeito sempre assumi duas atitudes: de crítica, quando algo me
pareceu errado; de louvor, quando algo de notável a salientar.
A nível das grandes superfícies, há mesmo um balcão físico no próprio
estabelecimento. Deixei, um dia, no carrinho do supermercado, o livro que
comprara. Telefonei a perguntar se havia sido entregue. Fora. Preenchi a
documentação e tudo ficou resolvido, com pleno agrado.
A embalagem do chourição, ao contrário do que bastas vezes acontece, abria-se muito bem, era mesmo «de abertura fácil». Regozijei-me, por correio eletrónico, junto do ‘atendimento ao cliente’. Não obtive sequer confirmação da recepção. Devem ter pensado que eu queria oferta.
Com os brindes de determinado produto, preparámos em casa um recanto
especial. Fiz foto. Enviei para a sede da firma: nem água vai!
Ao abrir-se a lata de feijão, verificou-se que não estava em condições.
Fotografou-se, identificou-se o lote, comunicou-se. Veio mesmo um delegado da
empresa agradecer-nos a diligência .
Conclusão: a prática de todos contribuirá para a melhoria do
atendimento.
José d’Encarnação
Puiblicado no jornal Renascimento, de Mangualde, nº 892, Julho de 2026, p. 10.


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