Trata-se
de um livro de cordel, de 40 páginas, editado por Apenas Livros, de Lisboa, e
pela Associação Cultural de Cascais, com o patrocínio da Junta de Freguesia de
S. Domingos de Rana.

Tive
ocasião de salientar, depois, que não estávamos simplesmente perante o mero rol
de 175 pessoas de que Celestino Costa foi falando ao longo dos três livros que
escreveu ou em que colaborou: A Minha Terra e Eu (livro que já teve duas edições), Filosofia Saloia, Cinzelar as
Palavras como as Pedras em S. Domingos de Rana.
É que, se da
maior parte apenas diz quem foram e quais as suas relações familiares, explicitando,
aqui e além, a razão da alcunha atribuída, certo é que, de vez em quando, ao
correr da pena, lá vem a história inesperada que fez rir e ainda hoje nos
obriga a boas gargalhadas, como aquela em que a mulher se esqueceu de pôr sal
na açorda de alho e, ao ser interpelada pelo marido, lhe deu a entender que
isso era porque ele não pusera a blusa pelas costas, como era habitual. Ele levantou-se
e foi buscá-la; e ela, entrementes, pôs o sal que faltara. «Parece mentira!
Tinhas razão… Tem outro gosto!» – reconheceu o Adragão, já de blusa pelas
costas…
«Era
assim a vida!» – exclama amiúde o autor. Ou: «Era assim a minha avó!», ao
explicar que, costureira de calças de homem, a «Malveiroa» lia até de madruga da o jornal O Século, que pedia emprestado ao irmão Luís, que o assinava.
E
há a homenagem ao Armando «Caracol», na evocação do seu ‘museu’, criado «para lembrar
aos vindouros com foi a vida dos nossos avós»: «O curso do Armando é o curso
tirado na universidade da vida. O Armando faz parte daquele grupo de portugueses
que muitos anos depois de partirem é que são valorizados. Já visitei várias
vezes o museu do Armando, e, quando acabo a visita, eu, que gosto muito do
passado, sinto aquilo que sentimos quando nos dói a cabeça e tomamos uma aspirina…
Sinto-me melhor! Obrigado, Armando!».

Manuel
Mendes, presidente da Junta de Freguesia de S. Domingos de Rana evocou os livros
que, nomeadamente em colaboração com a Associação Cultural de Cascais a Junta tem
editado, dando a conhecer as gentes da freguesia, designadamente os seus
poetas.
A
encerrar a sessão, a Dra. Ana Clara Justino, vereadora da Cultura, salientou
também a importância de iniciativas deste género, na medida em que elas em
muito contribuem para criar a comunidade viva que se deseja.
Publicado em Cyberjornal, 2013-04-22:
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