José d’Encarnação
Publicado em Costa do Sol Jornal (Cascais), nº 335, 2021-06-23, p. 6.
José d’Encarnação
Publicado em Costa do Sol Jornal (Cascais), nº 335, 2021-06-23, p. 6.
José d’Encarnação
Publicado em Notícias de S. Braz, nº 295, 20-06-2021, p. 13.
José d’Encarnação
Publicado em Renascimento (Mangualde), nº 801, 15-06-2021, p. 11.
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| Mosca Tigre (Eristalinus taeniops) - Foto de F. Ferreira |
Parques urbanos
José d’Encarnação
Publicado em Duas Linhas, 5 de Junho de 2021: https://duaslinhas.pt/2021/06/por-esses-matos-alem/
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| O forte para as guerras de índios e "cowboys"... |
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| Panorâmica sobre o parque infantil |
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| E o dorso ondulado da Serra de Sintra ao fundo... |
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| Os desastrosos efeitos do incêndio de 2015 |
– Horizontal. 2021. Edição de Caraba Ibérica. Na apresentação, António Teixeira e Castro começa por afirmar que quando as Musas se instalam, instalam-se! É mesmo. E António Salvado em simbiose com elas. E os desenhos, aqui, de Ribeiro Farinha sublinham eloquentemente o denso lirismo, quase erótico, que dos poemas se desprende: «Tão dócil aquele instante / perpetuado no gomo / das nossas bocas unidas»…
– Poemas para Nósside. 2021. Editora Labirinto, de Fafe. Sugestivos corpos femininos, em pinturas/desenhos do alicantino Miguel Elías, professor de expressão artística na Universidade de Salamanca. Nem o mel na boca ultrapassa a doçura do amor. Nósside, poetisa grega do século III a. C.
– Do ano os meses. 2020. Edição da Câmara Municipal de Castelo Branco. Três quadras para cada mês, para os meninos cantarem. Um trabalho musical de Custódio Castelo, em doze andamentos. E há uma pen com os cantares, interpretados por Ana Paula Gonçalves, acompanhada pelo João Roiz Ensemble. Arquitectou tudo o Rui Tomás Monteiro. Cito Julho: «Fértil madureza / de túmidos frutos / nas ramagens presos, / viçosos maduros». Cirúrgico!
– Áleas do Jardim. 2021. RVJ – Editores. Versos (de A. Salvado) e imagens (eloquentes, de Rui Tomás Monteiro) a partir de estátuas e de outros motivos do Jardim do Paço Episcopal de Castelo Branco. E do jardim se enxerga o mundo! Morte: «Ah, se apenas ceifasse / misérias, sofrimentos, / e a tirana ambição!...». D. João IV: «Vaticinou os cravos / que floriram em coro / numa jovem manhã».
E venham as provas do partir da cidade para outras paragens, em romagem:
– Entre ramos de loto. Sirgo. MMXXI. Cadernos do Quarto Minguante. Ilustrações do japonês Kousei Takenaka. Português e castelhano. Apresentação e tradução de Alfredo Pérez Alencart. 22 tercetos. O último, Oração: «A prece eleva ao alto / um coração sincero / e um pensamento em dor».
– Catorze poemas e um artigo. Traduzidos para Romeno por Elena Liliana Popescu. Edição do Instituto Politécnico de Castelo Branco. Quase em homenagem ao poeta Mihail Eminescu. Nestes, um halo de alguma tristeza. Inesperada. «É tempo sem alegrias / tempo de chagas abertas» (p. 22).
– Cadernico de poemas na Mirandés. Sirgo. MMXX. Cadernos do Quarto Minguante. Tradução, para mirandês, da poetisa Adelaide Monteiro. 14 poemas seleccionados. E que estranha sonoridade, essa, da nossa outra língua oficial: «Semiente de tierra, maresie de mar, tengo-bos ne ls braços a balanciar»!…
Sementes, pois, as que por aqui estão a ser lançadas. E que bom é tê-las nos braços. A balancear!...
José d’Encarnação
Publicado em Gazeta do Interior (Castelo Branco), nº 1692, 26 de Maio de 2021, p. 8.
José d’Encarnação
Do livro de Jesús Simon, «A Dios por la Ciencia» (Editorial Lumen, Barcelona, 1958, p. 339-340), colhi a informação de que algumas espécies tomam tão perfeitamente a posição, as cores e, até, a figura de certas flores e vegetais com que convivem que se confundem com eles. Assim, por exemplo, a «borboleta vermelha» apresenta cores vivas e brilhantes ao voar; mas, pousada numa planta, assume exactamente a cor e a forma de uma folha morta.
Também anotei, na altura, que está cientificamente provado que as borboletas conseguem comunicar umas com as outras de grandes distâncias mediante a emissão de radiações!...
Confesso que estava longe de consagrar uma crónica às borboletas. O culpado é este novo olhar, mais demorado, que a pandemia nos trouxe, para aquilo que nos rodeia. Obriga-nos, de facto, a viver melhor! Ainda bem!
José d’Encarnação
Publicado em Renascimento (Mangualde), nº 800, 01-06-2021, p. 11.