Já
me atrevi a escrever sobre este tema, em crónica de 16 de Julho de 2009, no Jornal da Costa do Sol; contudo, senti a
necessidade de o abordar de novo, perante o desabafo de um amigo:
–
Imagina! Passaram uma esponja sobre mais de cinquenta anos da revista!
Esqueceram fulano e sicrano e beltrano, que, gratuitamente, durante anos e
anos, a mantiveram de pé e lhe deram credibilidade a nível nacional. Assim, de
um momento para o outro, atiraram todo o passado às malvas e… também quem lhe
agarrou o leme nem sequer viveu esses anos, nada sabe deles!...
E
não seria este desabafo o suficiente para me decidir no tema, se não fora ter recebido
antes um outro:
–
Já viu? Fui eu quem, contra tudo e contra todos, ousei iniciar a revista, que
hoje tem pergaminhos e reconhecimento internacional. Mudei de instituição e que
vejo? A revista sai, com novo director, e… nem uma palavra sobre quem a
criara!...

Começa
com «Demos graças ao Senhor nosso Deus» o cânone da missa católica; escreveu
Merlin Carothers Puissance de la Louange, onde tece rasgados encómios ao
extraordinário poder que tem o reconhecimento. Um poder que sentimos no
dia-a-dia, mesmo que apenas patente na doce expressão dum olhar ou na força de
mui singelo aperto de mão.
José d’Encarnação
Publicado em Renascimento (Mangualde), nº 741, 01-11-2018, p. 12.
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